Um dia acordas e dizes "é hoje".
Esse será o dia em que começas a sentir um formigueiro dos pés à cabeça.
Esse será o dia em que deixas de comer normalmente, o dia que te impede de te arranjares com tranquilidade.
Esse será o dia em que te apercebes que não estás feliz. E é então que te interrogas: Porquê?
Um turbilhão de vozes. Tudo à tua volta está enevoado e tu só ouves um turbilhão de vozes.
Esse será o dia em que te vais envolver com ele, mais uma vez, e tens plena consciência da relação que têm um com o outro. 
Envolvimento. Atrevimento. Loucura.
Esse será o dia em que todos os sentimentos que tens por ele vêm à flor da pele.
Esse será o dia em que vais sentir arrepios, mas não são de frio.
Esse será o dia em que te apercebes que o sentimento que tens por ele te faz sorrir e dar gargalhadas de felicidade é o sentimento que se confunde com aquele que te faz recuar e te faz dizer "Não pode ser".

Esse não será o dia que te mentalizas que o sentimento que tens por ele tem de ser asfixiado, mas será o dia em que te vais iludir, mais uma vez.

Provavelmente esse não será o dia em que vais ver que a semente não deu planta, mas será o dia em que vais regá-la para ver se cresce e mais uma vez vais colocar uma venda nos olhos inconscientemente.
A paixão tem destas coisas. A paixão é imprevisível, é traiçoeira.

Se no fim do dia ele disser "Adorei", então o dia a seguir não vai chegar.
Esse será o dia em que aquelas suas palavras te vão entrar pelo ouvido, vão revolucionar o teu subconsciente e quando saírem a uma velocidade incalculável... irão com um acompanhamento que sugere estas palavras: "Deixas-me louco".